18 de ago. de 2012

Tribunal de Contas da União quer saber sobre a destinação do Kit Anti-Homofobia

Em meados de 2011, o Ministério da Educação do Governo do Brasil planejava distribuir seis mil (6.000) kits do projeto "Escola Sem Homofobia" (Kit Anti-Homofobia) nas escolas públicas brasileiras, mas recuou em maio do ano passado, após a bombástica coletiva da presidente Dilma Rousseff (PT), em 26 de maio de 2011, vetando a distribuição do material às escolas do País.
O veto à distribuição do Kit Anti-Homofobia nas escolas brasileiras pela presidente Dilma Rousseff (PT), em 26/05/2011, 
fortaleceu a problemática, cada vez mais crescente, das violências homofóbicas (verbal, psicológica, moral e física) 
nas escolas brasileiras, realidade responsável pela grande evasão escolar de estudantes LGBT em todas as regiões do País.
Encomendado pelo Ministério de Educação (MEC) na gestão do ministro Fernando Haddad, hoje candidato do PT à prefeitura de São Paulo, o Kit Anti-Homofobia nas Escolas vai ser alvo de "diligências" e "medidas saneadoras" do Tribunal de Contas da União (TCU). As medidas foram impostas pelo ministro José Jorge, no parecer em que ele considera "insatisfatória" a explicação da pasta quanto à destinação do kit anunciado como meio de combater a discriminação contra os homossexuais.



O Ministério de Haddad planejava distribuir seis mil kits nas escolas públicas, mas recuou em maio do ano passado por determinação da presidente Dilma Rousseff. Ela alegou, na ocasião, que achava o material "impróprio" e que não cabia ao governo fazer "propaganda de opção sexual".



No parecer aprovado na quarta-feira, o ministro José Jorge aponta o prejuízo acarretado ao erário pela inutilização de parte de um programa avaliado em R$ 800 mil. Ele questiona o que foi feito das cartilhas e vídeos do kit. "Penso que o prejuízo ou dano ao erário está configurado ao menos em relação aos gastos públicos realizados na criação/confecção do referido material, estimado em aproximadamente R$ 800 mil", afirma. O ministro lembra que o governo suspendeu a distribuição do material por entender que ele "não estava adequado aos professores e estudantes".



José Jorge entende que, diante da ausência de justificativa técnica para a suspensão da distribuição do material, duas hipóteses se apresentam: ou a análise e aprovação do projeto de criação do kit não seguiu ou não se alinhou às diretrizes e aos critérios definidos pelo governo federal na condução da política educacional; ou os agentes públicos encarregados da análise e aprovação do projeto não levaram em conta as orientações dos escalões superiores, atraindo para si a responsabilidade pela realização das despesas.

O ministro informa no parecer que os técnicos do TCU consideraram que a "resumida" informação do Ministério da Educação poderia ser "indícios" da possibilidade de utilização do material em outra finalidade. "No entanto, esta possibilidade constitui mera suposição, por não haver comprovação nos autos da destinação a ser dada ao material". Ele diz esperar que as diligências e medidas saneadoras identifiquem o que foi feito com o Kit Anti-Homofobia. [Com informações da Agência Estado - 16/08/2012.]

4 de ago. de 2012

EM 3D: Assista ao primeiro "teaser", em português e inglês, do filme E AÍ, BICHA?

Na tarde da quinta-feira, 2 de agosto, a ABD Filmes e a organização não-governamental (ONG) sem fins lucrativos, Associação por Cidadania e Direitos Humanos LGBT de Rio Verde/GO e Região (ACDHRio), lançaram no Canal ACDHRioTV, no site provedor de vídeos Youtube, o primeiro "teaser" do filme E AÍ, BICHA?.
A seguir, você poderá assistir ao "teaser 1" do filme E AÍ, BICHA? na versão normal ou em 3D, em português.







Abaixo, você poderá assistir ao "teaser 1" do filme E AÍ, BICHA? na versão normal ou em 3D, em inglês.





A ABD Filmes lança neste sábado, 4 de agosto, o "teaser 1" em espanhol, também nas versões normal e em 3D.

O pontapé inicial de um projeto que objetiva salvar vidas da ignorância humana

Terry Marcos Dourado, diretor do filme "E Aí, Bicha?"

Você que nos visita, aceite minha carinhosa gratidão.

Permita-me uma rápida apresentação pessoal:

Sou Terry Marcos Dourado, nascido e morando no Estado de Goiás, no centro do Brasil. Sou bacharel em Direito desde 1996; jornalista e radialista há 21 anos; ativista dos Direitos Humanos e Cidadania para cidadãos e cidadãs LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), desde o ano de 1991. Fui professor de várias disciplinas e também regente de banda marcial em escolas da Rede Estadual de Educação aqui no Estado de Goiás. Sou um apaixonado por artes, em especial pela Dramaturgia. Sou apaixonado por cinema, vídeos, teatro... (veja minha biografia completa na subpágina específica, clicando no botão do menu no topo desta página).

Com a mais pura e sincera humildade, digo a você que toda esta minha qualificação técnica (e outras de minha biografia) "obrigam-me" a fazer algo - qualquer coisa, em qualquer escala de tamanho e força que seja - para contribuir com o início do fim de uma realidade maligna, cruel, absurda. Uma realidade inaceitável, inadmissível, mas que ocorre todos os dias nas escolas brasileiras. Uma realidade dolorosa para centenas, milhares de estudantes que são execrados, humilhados, torturados em sua dignidade e cidadania, torturados fisicamente (alguns até a morte!)... Toda esta maldade bestial, mas humana, acontecendo "pura e simplesmente" por causa da não-aceitação ou não-compreensão da diversidade sexual humana.

Cada vez mais adolescentes e jovens vêm sendo humilhados, socialmente excluídos da sociedade e do ambiente escolar por terem a orientação sexual ou a identidade de gênero diferente da "maioria" das pessoas/colegas. São ações de "bullying", são ações preconceituosas... é a homofobia presente - e cada vez mais forte - nas escolas brasileiras. Escolas que deveriam, em tese (e também na prática), serem ambientes de educação e formação de um caráter humano sadio, sem preconceitos, onde todos sejam iguais mesmo em suas diferenças. Mas, infelizmente, a verdade é outra.

O sistema educacional brasileiro, em sua metodologia, não funciona como deveria. Há muitas falhas. Os preconceitos sociais, em especial a homofobia, fazem parte da rotina escolar em todos os 27 Estados Brasileiros, incluindo o Distrito Federal. E o resultado desta lastimável realidade é, dentre outras situações negativas, o alto índice de evasão escolar pelas vítimas dos preconceitos, pelas vítimas da forte homofobia. Uma maioria quase absoluta de professores, "educadores", coordenadores pedagógicos, funcionários administrativos, diretores escolares e demais servidores das escolas brasileiras são ignorantes em não saberem como lidar naturalmente com a homossexualidade na rotina escolar. As escolas brasileiras - exceções à parte - não sabem educar seus alunos para respeitar a diversidade natural da dinâmica da Vida. Não sabem como educar seus alunos para respeitar o próximo como ele é, respeitar as diferenças entre seres humanos que completam o todo chamado "Sociedade".

E é movido pela intenção sincera de contribuir para mobilizar a sociedade brasileira para, ao menos, amenizar a gravíssima problemática das violências homofóbicas (verbal, psicológica e física/corporal) nas escolas brasileiras que criei o Projeto Audiovisual Curta-Metragem "E AÍ, BICHA?". O título pode soar meio estranho, mas é apropriado a ideia que quero concretizar com o filme, ou seja, abordar as violências homofóbicas em ambiente escolar sem censura e de forma impactante, no intuito de mobilizar a sociedade para, todos juntos, mudarmos esta cruel realidade.

Esclareço aqui, publicamente, que este projeto em momento algum objetiva atacar ou criticar de forma negativa e injusta o Governo Federal, a gestão da presidente Dilma Rousseff, a quem dei meu voto de confiança na urna eleitoral, mas que tem decepcionado fortemente, pois esperava um mínimo de seu governo  em ações concretas, implantação de políticas públicas em benefício de milhares e milhares de cidadãs e cidadãos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) que contribuem com o progresso e com o desenvolvimento da Nação Brasileira e que, infelizmente, não tem um retorno digno, um respeito e consideração, um tratamento digno e respeitoso da parte do Governo Dilma Rousseff.

Exercendo meu sagrado direito democrático e constitucional de liberdade de expressão, sou obrigado a dizer publicamente esta verdade, sou obrigado a fazer publicamente esta crítica construtiva e realista ao Governo Dilma Rousseff que, sem coragem de ceder às fortes pressões de fundamentalistas religiosos, tem atropelado o Princípio da Laicidade do Estado Brasileiro, e "pecando" muito na defesa da integridade, da dignidade, também na defesa e na promoção dos direitos civis, sociais e humanos, de LGBT brasileiros.

Em 2011, ao proibir, sem antes ter tomado conhecimento na íntegra (assistido) sobre os filmes do chamado "Kit Escolar Anti-Homofobia", a presidente Dilma Rousseff simplesmente, pressionada por políticos fundamentalistas religiosos, proibiu a distribuição do material educativo nas escolas do País. Milhões de Reais jogados na lata do lixo, milhares de estudantes brasileiros continuando a ser vítimas da ignorância sóciocultural no que diz respeito à diversidade sexual humana. A homofobia, com todas as suas formas de violência, continua reinando absoluta na sociedade brasileira. Continua fazendo cada vez mais vítimas fatais.

A homofobia, com todas as suas formas de violência, continua sendo o terrível câncer social que corrói, com dada vez mais força e violência, a dignidade, a cidadania, os sonhos, as esperanças... a vida de milhares e milhares de cidadãs e cidadãos de bem que, nada mais querem, do que viver suas vidas em paz.

É em defesa destes milhares e milhares de jovens estudantes brasileiros que nasceu o  Projeto Audiovisual Curta-Metragem "E AÍ, BICHA?". Um projeto que quer - e precisa - da sua participação direta, seja como voluntário, seja como apoiador cultural/financeiro, seja como financiador, para que o filme "E AÍ, BICHA?" se concretize e possa ser um instrumento mobilizador social capaz de ensinar as escolas a respeitarem as diversidades humanas, capaz de ensinar as escolas brasileiras que todos - e todas - somos iguais perante a lei, com os mesmos deveres, mas também com os mesmos direitos, sobretudo os mesmos direitos humanos.

Junte-se a nós, e nos ajude a tornar real este filme.


Bel. TERRY MARCOS DOURADO
Filme "E Aí, Bicha?"  -  Argumento, Roteiro e Direção